quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ecoe a ecologia...

A preservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais sempre foram assuntos que chamaram a minha atenção. A impressão que tinha é que, após tanto tempo lendo, vendo programas de TV e artigos relacionados ao tema, o assunto estaria esgotado e grande parte da população estaria consciente das variáveis envolvidas em se preservar o meio ambiente e o impacto da produção industrial nas nossas vidas. Eu não poderia estar mais enganado!
Ao conversar com as pessoas sobre o assunto, noto que a maioria não tem sequer noção das conseqüências de seus atos. Por exemplo, no mercado outro dia vi pessoas pegando sacolinhas de compras para os mais diversos fins, sem saberem que tais sacolinhas são responsáveis pela poluição dos oceanos e motivo da morte de muitos animais. Há diversas outras ações diárias de todos nós que tem impacto negativo sobre os ecossistemas locais. Como poderíamos identificá-las e minimizar a produção de lixo não reciclável ou de difícil reciclagem?
Estes dias dei de cara com uma ferramenta poderosa. Não sou adepto do twitter (por enquanto, né?), mas vasculhando o microblog de um colega encontrei um dos vídeos mais esclarecedores de todos os tempos sobre a cadeia produtiva e o impacto de nosso consumo nos ecossistemas, numa visão local e global. O vídeo é narrado pela fantástica Annie Leonard, uma estudiosa e ativista em defesa do meio ambiente. As animações são divertidas e didáticas. O interessante é que podemos traçar um ponto em comum entre a crise econômica mundial, os hábitos de consumo defendidos pelas grandes potências econômicas e as crises dos governos locais, a degeneração da família e da sociedade. Mas isso fica pra outro post.
Uma versão do vídeo dublada e outra legendada em português são bastante úteis inclusive para mostrarmos aos nossos filhos. Se você é professor acho muito boa a exposição do vídeo aos alunos.
Quando vejo a ação e a atitude de muitas pessoas no dia-a-dia, me lembro das palavras da personagem Sarah Connor no filme Terminator 2: The Judgement Day. Ela olha para duas crianças que "brincam de lutinha" e pensa: "Nós não vamos conseguir." Sarah Connor teme pelo futuro da Humanidade. Graças a pessoas como Annie Leonard, o nosso apocalipse é diariamente adiado um pouco.

A História das Coisas (dub):


A História das Coisas (legendado):

terça-feira, 19 de maio de 2009

Música, Juventude, Inconformismo

Tentei não escrever sobre música, é verdade, eu juro!

Alguns dizem que toda juventude acaba... eu acho que não, há pessoas que são jovens a vida inteira. Talvez o corpo se desvanesça, mas a mente permanece. Ágil, contestadora, inconformada.

Algumas músicas parecem também não envelhecer. Isto se dá por causa do espírito que motivou a criação da canção. Quem diria que as psicodelias de Hendrix (James Marshall Hendrix - * 27/11/1942 T 18/09/1970) estão ultrapassadas, quando há tantos "guitar-heroes" de plantão por aí?

Esta música , de um grupo quase desconhecido, gravada em 1990, me parece tão atual como se tivesse sido gravada ontem... não, hoje de manhã. As roupas podem estar "datadas", as imagens também... mas a atitude de incorformismo e a espera do mundo melhor de amanhã, não.
Este é apenas um exemplo...Beatles, Elvis, Rolling Stones, Miles Davis, Bob Dylan, todos datados e todos eternos.

PS: por um problema no Youtube (os caras retiraram o áudio de alguns vídeos) posto aqui o vídeo:

E aqui o áudio:

Abraços!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Meu primeiro post

Para alguns, escrever é um processo tedioso. Escrever, só obrigado. Talvez sob a mira de um revólver? Ou tendo que sustentar a família… enfim, escrever nem sempre é algo agradável.

Para mim escrever sempre foi divertido. Não cem por cento do tempo. Não nas aulas de caligrafia. Não quando tinha que escrever na lousa 100 vezes “Nunca mais vou atear fogo no lixo da sala.” Mas sempre gostei do poder de criar um texto.

Desde cedo importunava meus parentes com cartas. Acho que de certo modo isso influenciou o modo como eles me tratam hoje… coitados! Depois foram as professoras de português, sempre me elogiando (quanto a minha mãe pagava pra elas fazerem isso?). Isso foi me dando certa motivação pra escrever, mesmo que ninguém lesse. Até a professora de inglês teve que aguentar meus textos naquele “english” que eu hoje em dia não chamaria de “shakesperiano”.

Com o advento da Internet (o longínquo ano de 1994, mas eu só passei a usuário da Internet em 1997) os textos passaram a ser dinâmicos, suscintos. Os chats, MSNs, ICQs e outras sopas de letrinhas vieram revolucionar e somar à linguagem escrita. Revolucionaram o jeito de escrever e somaram formas de se comunicar. Aliás, dados de um estudo que não sei onde vi mostram que a comunicação foi a área do conhecimento que mais se desenvolveu nas últimas décadas.

Enfim, depois de alguns aninhos, resolvi criar um blog pra escrever sempre que tiver vontade. Hoje os parentes não me dão e-mail nem endereço, as professoras de português já se aposentaram, a de inglês não sei por onde anda… finalmente, só sobrou a Internet mesmo.